Gripe Suína não foi contraída em Ubatuba
17/07/2009
Vi essa notícia no blog da Ubatuba em Revista e achei muito importante divulgar a informação:
O PERÍODO DE TRANSMISSÃO É DE APROXIMADAMENTE SETE DIAS. POR ESTA RAZÃO, A PRÓPRIA VIGILÂNCIA DE BOTUCATU DESCARTOU A POSSIBILIDADE DE TRANSMISSÃO EM UBATUBA
A Vigilância Epidemiológica de Ubatuba informou, na tarde desta quarta-feira, 15, que o caso de gripe A (H1N1) que levou a óbito um homem da cidade de Botucatu, não tem possibilidade de ter sido contraído em Ubatuba, como foi divulgado por alguns veículos de comunicação. Segundo informações, o homem, de 28 anos, esteve em Ubatuba no dia 14 de junho e apresentou os sintomas no dia 1º de julho, vindo a falecer no dia 10. O período de transmissão é de aproximadamente sete dias. Por esta razão, a própria Vigilância de Botucatu descartou a possibilidade de transmissão em Ubatuba. Além disso, o homem trabalhava como representante comercial e circulava por várias cidades da região. Segundo o superintendente de Proteção à Saúde, Neilton Nogueira, é preciso ter cautela na divulgação de casos e formas de contágio, para não gerar um alarde desnecessário na população. “Todos os municípios possuem serviços de Vigilância Epidemiológica, que têm competência para investigar e dar informações corretas à mídia. Os familiares, neste caso, concluíram que o rapaz havia contraído a doença em Ubatuba por ter tido contato com argentinos e chilenos, mas não sabem se essas pessoas estavam doentes ou não.” O secretário de Saúde de Ubatuba, Clingel Frota, ressalta que até o momento, a cidade não registrou nenhum caso suspeito da doença. “Essa é mais uma evidência de que este caso não foi contraído aqui, uma vez que os mesmos estrangeiros provavelmente tiveram contato com diversas pessoas e, até agora, ninguém manifestou a doença.”
Juliana Camargo – juliana@moringa.ppg.br
18/07/2009 ás 17:14
INFLUENZA, NECESSÁRIA REFLEXÃO
Seria surpreendente, caso fosse possível, tratar aqui, nessas poucas linhas, das diretrizes políticas e econômicas adotadas por cada um dos países após o estouro da última crise econômica mundial. Mas, diferentemente do tamanho da crise, o espaço aqui é pouco, e por isso parte desse texto será dedicado a questões diretamente relacionadas à forma com que alguns órgãos e a sociedade estão encarando determinadas questões provenientes do vírus influenza A (H1N1), popularmente conhecido como gripe suína.
Então, vamos lá. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a pandemia de gripe de 2009 – inicialmente designada como gripe suína e em abril de 2009 como gripe A – é um surto global de uma variante de gripe suína cujos primeiros casos ocorreram no México em meados do mês de março de 2009 e começou a se espalhar por vários países. Com isso, tornou-se comum entre os povos chamar a doença de gripe suína, sendo que os especialistas preferem denominá-la de influenza A (H1N1).
Em decorrência disso, aqui no Brasil, nasceu uma grande controvérsia sobre as ações e postura do Ministério da Saúde e da grande maioria dos veículos de comunicação no trato do assunto. Tudo porque, em meados do mês de abril, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, divulgou nota informando que o Brasil havia intensificado o monitoramento nos aeroportos para evitar a entrada de pessoas infectadas pelo vírus da gripe suína, nos vôos procedentes do México e dos Estados Unidos.
Foi a partir dessa nota que a situação se complicou. Haja vista que enquanto parte da imprensa e da população viu na nota uma excessiva precaução, uma outra, também composta por integrantes do chamado quinto poder e por uma outra parte do povo brasileiro, ficou surpreendentemente preocupada com a possibilidade de possíveis consequências mais graves.
Agora, passados três meses do primeiro pronunciamento do Temporão, a polêmica permanece, só que com traços diferentes, pois os números oficiais indicam a existência de centenas de brasileiros contaminados, alguns óbitos e a indicação de que o vírus H1N1 já circula livremente pelas bandas tupiniquins.
A cada dia que passa a polêmica cresce, mas mantém seu contorno inicial. Principalmente porque a grande maioria dos “nossos” jornais, revistas e redes de TV´s continuam apenas divulgando as ações, linha e números apresentados pelo Ministério da Saúde brasileiro, sem nenhuma demonstração de aprovação, repúdio, contestação ou crítica à tal postura. Desta forma, cresce ainda mais as insatisfações dos que condenam a passividade evasiva dos considerados “formadores de opinião”.
Assim sendo – por falta de informações mais concretas e abrangentes, além de orientações práticas e objetivas -, é que o povo brasileiro de uma forma geral, não está conseguindo debater o assunto com a calma e a profundidade que ele aparentemente requer e necessita. Apenas a “sociedade virtual”, composta em sua grande maioria por “blogueiros”, é que desde o início provoca a chama do debate que mantém acesa a luz da necessária reflexão sobre tão importante assunto.
Em decorrência dos inúmeros e diários posicionamentos via internet, mesmo sendo alguns a favor e outros contra, sobre a postura e métodos do governo brasileiro e dos famosos veículos de comunicação, é que a “sociedade virtual” vem conseguindo tirar suas conclusões sobre como o povo deve se relacionar, conviver e se precaver dos possíveis males oriundos do H1N1.
Enquanto isso acontece na virtualidade, os concretos jornais e TV´s continuam apenas divulgando frios números, sem nenhuma possibilidade de uma reflexão mais profunda ou formação de opinião que auxilie a grande massa de brasileiros na escolha da conduta correta frente a pandemia ou epidemia, seja lá a denominação que queiram dar, causada pela gripe suína. Resultado: parte da sociedade brasileira não está nem aí para a questão e outra vem apresentando perplexidade e medo.
Tendo como base todos esses fatos e hábitos, é impossível alguém se furtar das seguintes interrogações: será tudo isso uma questão cultural, excesso de precaução ou falta de responsabilidade?
EDILSON DINIZ
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